ERRAR É HUMANO...
PERSISTIR NO ERRO É AMERICANO!
Rastos, traços e memórias de quem aprendeu alguma coisa na vida. E, por opção, gosta de gostar e de viver, nesta luta contra o tempo. Cocci, em homenagem ao Franco, que trauteava "tristeza, não tem fim...felicidade, sim..."
24.11.04
14.11.04
A vida, como ela é...
Há semanas assim (como a passada):
Cruzeiro 3 - VASCO DA GAMA 2
Benfica 4 - VITÓRIA DE SETÚBAL 0
Porto 3 - SPORTING 0
ACADÉMICA 0 - União de Leiria 1
E há outras assim (como esta):
VASCO DA GAMA 0- São Paulo 0
VITÓRIA DE SETÚBAL 1 - Nacional da Madeira 0
SPORTING 6 - Boavista 1
Estoril 0 - ACADÉMICA 1
Como ela é, a vida!
Cruzeiro 3 - VASCO DA GAMA 2
Benfica 4 - VITÓRIA DE SETÚBAL 0
Porto 3 - SPORTING 0
ACADÉMICA 0 - União de Leiria 1
E há outras assim (como esta):
VASCO DA GAMA 0- São Paulo 0
VITÓRIA DE SETÚBAL 1 - Nacional da Madeira 0
SPORTING 6 - Boavista 1
Estoril 0 - ACADÉMICA 1
Como ela é, a vida!
25.10.04
ESCUTO
Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
Triste condição
Divorciados com risco
acrescido de ter um
acidente de viação
Moral da história: à cautela o que é melhor mesmo é não dar o passo... do casamento!
19.10.04
Il Cristo Velato
Il Cristo Velato
(A Sanmartino)
Tendido allì, adormecido allì
Su cuerpo blanco ofrecido allì
Sin dolor a pesar de las heridas...
La eternidad se arrodilla frente a él
Silencio
Pude una vez acariciar le emocionada
Y su piel frì acaricio mi alma
Cò descibir la vida que me ha dado
El que se ofrece generoso
Ante la aparencia del marmol
La visiòn es enganosa, la realidad es enganosa
Quisiera levantar el velo que le cubre
Besar sus manos calladas
Su frente, su boca
Sus brazos abandonadas
Con la ternura inmensa
Que inspira su belleza
Isabelle Lagos
posted by flagal
(A Sanmartino)
Tendido allì, adormecido allì
Su cuerpo blanco ofrecido allì
Sin dolor a pesar de las heridas...
La eternidad se arrodilla frente a él
Silencio
Pude una vez acariciar le emocionada
Y su piel frì acaricio mi alma
Cò descibir la vida que me ha dado
El que se ofrece generoso
Ante la aparencia del marmol
La visiòn es enganosa, la realidad es enganosa
Quisiera levantar el velo que le cubre
Besar sus manos calladas
Su frente, su boca
Sus brazos abandonadas
Con la ternura inmensa
Que inspira su belleza
Isabelle Lagos
posted by flagal
17.10.04
Arte de marear
Como quem descai pelas fragas
ou como quem esteja caindo desenraizado,
ando navegando,
marcado pela errância e pela viagem,
à procura de palavras novas
encaixando-as com as minhas;
assim,
redescobrindo as experiências feitas
e olhando novamente para dentro,
indo a caminho para o indefinido
no enfrentar a História mareando.
Francesco Giugliano
Nápoles, 16.10.2004
ou como quem esteja caindo desenraizado,
ando navegando,
marcado pela errância e pela viagem,
à procura de palavras novas
encaixando-as com as minhas;
assim,
redescobrindo as experiências feitas
e olhando novamente para dentro,
indo a caminho para o indefinido
no enfrentar a História mareando.
Francesco Giugliano
Nápoles, 16.10.2004
16.10.04
Nápoles em retrospectiva - I
9 de Outubro. O reencontro anunciado, na estação Central em Nápoles. Ontem despedia-me da cidade berço, a magnífica Guimarães com um centro histórico deslumbrante, hoje conhecia o movimento febril napolitano resgatando ao passado de adiamentos, uma viagem há muito projectada e obrigatória por motivos vários. Num de repente vi-me mergulhado no turbilhão do trânsito caótico das ruas, onde vale quase tudo, mas em que todas as partes interessadas conseguem encontrar um ponto de equilíbrio no movimento desordenado. Nas primeiras horas, vertiginosas como a cidade, percorri séculos de história e de histórias: o café tomado na esplanada do pequeno jardim e a vista soberba sobre a parte da cidade à beira-mar e sobre o Golfo de Nápoles, a partir do Quartieri Posillipo erguido numa das suas colinas, a passagem pelo Quartieri Vomero, bairro elegante e com sofisticação europeia, a ida ao lago d'Averno (a entrada do Inferno de que fala Virgílio na Eneida), a gruta da Sibila Cumana (um dos mais famosos oráculos), à noite uma ida à cidade de Pozzuoli (primeiro porto do Império Romano), ver as colunas e a estrutura parcial do Templo de Serápide, e muito mais que os olhos absorveram. Mas há um recorte na paisagem, incontornável, omnipresente: o Vesúvio. Por si só e pelo lugar que ocupa na memória e no dia-a-dia, ainda que de forma subtil ou pressentida, na espiral de rodopio da sua vivência destas gentes, merecerá outra distinção retrospectiva.
Pozzuoli - Templo de Serápide
(foto extraída de http://www.ulixes.it/italiano/)
Começando pelo fim
As férias gozadas descrevem-se sincrónica ou diacronicamente? Hesito. Na dúvida utilizo uma expressão menos difícil: começando pelo fim. O último dia. Um dos mais marcantes de nove passados em Nápoles. A razão não é única. São dois os momentos que registei, em emoções. Um, na descoberta da imagem de mármore que transmite humanidade. E sofrimento, dor, expiação (?), mas também serenidade e uma beleza rara. A transparência do opaco, num acto de criação de realidade até para quem fé não significa dogma mas convicção nos homens, na sua generosidade e vontade em mudar o mundo. Falo do "Cristo Velato", escultura barroca do séc. XVIII, da autoria de Sanmartino Giuseppe. O local, Cappella Sansevero. O outro momento, talvez duas horas depois, com uma despedida. Quase sem palavras mas bem fraterna, com um abraço forte. Foi na Stazione Centrale, em Nápoles. Podia ter sido em Coimbra-B, há trinta anos atrás. Será daqui a trinta anos numa qualquer estação do mundo. Um até já pois a vida ainda tem tanto para nos dar e nós tanto para dar à vida... As férias não teriam valido sem este último dia. Grazie!
Cristo Velato
27.9.04
A MUDANÇA POLÍTICA NECESSÁRIA
De acordo com o recém-eleito secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, a mudança política em Portugal começou no sábado. Com a sua eleição. Esmagadora. Agora é bom que acabem as brincadeiras dos jogos florais que caracterizaram a campanha à liderança e, unidos, os socialistas elejam o triste e caricato Governo que temos (patrocinado pelo Presidente Sampaio, fantasma político que vagueia pelos corredores do Palácio de Belém, e que às vezes parece ser visto com toucas e batas em digressões pelo país irreal), como o adversário que é preciso enfrentar e bater. Pelo PS mas sobretudo pelos portugueses. A obrigação do principal partido da oposição é preparar a benzina para que os eleitores já no próximo ano a apliquem na nódoa.
Eu, que andava arredado destas coisas, senti a obrigação de voltar (apesar de pouco esperançado na forma de trabalho político actual no PS...) à minha militância político-partidária socialista. A começar já pelo próximo Congresso em Guimarães para o qual fui eleito em Setúbal, a minha Secção. E que já representei aquando do 1º Congresso do PS na legalidade, em Dezembro de 1974. Afinal são já 30 anos. Uma vida.
Eu, que andava arredado destas coisas, senti a obrigação de voltar (apesar de pouco esperançado na forma de trabalho político actual no PS...) à minha militância político-partidária socialista. A começar já pelo próximo Congresso em Guimarães para o qual fui eleito em Setúbal, a minha Secção. E que já representei aquando do 1º Congresso do PS na legalidade, em Dezembro de 1974. Afinal são já 30 anos. Uma vida.
“Cafeína”
Fui fazer um samba lento
na calçada de Copacabana
abençoada pelas palmeiras
beijada pelo mar.
Foi um samba dessedado
das águas de coco fresco (bem)
acalentado de caldo de feijão
abafado pelo olhar dos pivetes.
Fui fazer o samba justo
na injustiça dos cacetes
onde a vida cheira mal
e a comida sabe bem.
Esse samba é assim
tão lento
que o lamento é
já um dançar.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 16.12.’03
na calçada de Copacabana
abençoada pelas palmeiras
beijada pelo mar.
Foi um samba dessedado
das águas de coco fresco (bem)
acalentado de caldo de feijão
abafado pelo olhar dos pivetes.
Fui fazer o samba justo
na injustiça dos cacetes
onde a vida cheira mal
e a comida sabe bem.
Esse samba é assim
tão lento
que o lamento é
já um dançar.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 16.12.’03
16.9.04
Eça de Queirós, sempre actual
"Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa."
(Eça de Queiroz)
(Eça de Queiroz)
9.9.04
(...)
Aqui, onde o sol bate e
o vendaval chora
andei em todas as calçadas
agradecendo a Deus;
muito embora
eu acredite na vida e
não na morte.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 9.12.’03
o vendaval chora
andei em todas as calçadas
agradecendo a Deus;
muito embora
eu acredite na vida e
não na morte.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 9.12.’03
6.9.04
Boa noite
Boa noite. Chegar a esta hora com um cansaço imenso e desejar uma boa noite aos amigos é um gesto tão simples quanto irrelevante. Para uns não são ainda horas, para outros já não são horas e outros há que nunca dele saberão. Não é mais do que isto: o formular um desejo de uma boa noite. Amanhã é outro dia.
5.9.04
Festa das Vindimas - Palmela
Palmela é uma vila muito bonita, perto de Setúbal. Com o seu castelo altaneiro, de onde se contempla a linda cidade do Sado, o casario desenvolve-se por ruas estreitas e íngremes. Tem também uma igreja de rara beleza. Tem inclusivamente duas sociedades filarmónicas (mas harmonia não é a palavra adequada para descrever as relações entre ambas dada a grande rivalidade existente, vá-se lá saber porquê), "Os Loureiros" e "Os Caceteiros". Os seus habitantes, os palmelões, têm uma tradição, diária, que é a de se cruzarem praticamente todos e estarem a par das últimas da terra e das suas gentes. Para variar, mas em cumprimento da tradição anual realizam umas festas, a pretexto das vindimas, para se cruzarem praticamente todos e estarem a par das últimas da terra e das suas gentes. Eu gosto de Palmela e das suas tradições.
Sexo na cabeça
"Você tem sexo na cabeça, rapaz.
E aí, definitivamente, não é o lugar dele."
Mae West
4.9.04
Definições
Definições
Uma pessoa é uma coisa muito complicada. Mais complicado do que uma pessoa, só duas. Três, então, é um caos, quando não é um drama passional. Mas as pessoas só se definem no seu relacionamento com as outras. Ninguém é o que pensa que é, muito menos o que diz que é. Precisamos da complicação para nos definir. Ou seja: ninguém é nada sozinho, somos o nosso comportamento com o outro. Principalmente com aquela versão extrema do outro que é o outro de outro sexo.
Segundo uma pesquisa recente, as pessoas se dividem em seis tipos básicos, de acordo com seu comportamento com o (e como) sexo oposto. Se você não se enquadrar em nenhuma destas categorias, procure orientação. Você pode estar no planeta errado.
O primeiro tipo é o Simbiótico. É o que, numa relação, exige e cede mais ou menos na mesma proporção. Avança e recua, morde e sopra, questiona e entende, e aceita qualquer coisa para evitar o rompimento, com a possível exceção da frigideira na cabeça. Vê o amor um pouco como um cargo público em que o principal é a estabilidade. Algo inseguro, precisa ouvir constantemente que a relação está firme, muitas vezes acordando o (a) parceiro (a) no meio da noite para perguntar isso e precipitando o desentendimento. Frase característica: "Eu peço desculpa se você pedir."
Depois tem o tipo Civilizado. É o que se preocupa em ter um comportamento esclarecido em relação ao outro, respeitando a sua iniciativa própria e o seu espaço, e só reagindo em casos como o do aparecimento de uma terceira escova de dentes no banheiro sem uma explicação convincente. O par civilizado acredita que o amor deve refletir as conquistas da modernidade, como a tolerância, o respeito mútuo e, acima de tudo, contas separadas para o caso de algum litígio terminar em frigideira na cabeça e processo.
o tipo Egoísta. Como aquele marido que telefonou para a mulher para explicar seu súbito desaparecimento, dizendo que tinha dado um desfalque na firma e fugido para a Flórida com a dona Neide da Contabilidade e que os dois estavam naquele momento no Disneyworld e prestes a entrar na Montanha Mágica, e quando a mulher começou a chorar, disse: "O que é isso, sua boba? Não tem perigo nenhum." Mas este não é um exemplo típico. Geralmente o egoísmo, no amor, se manifesta em pequenas coisas como dizer, durante o ato sexual: "Você se importa de acabar sem mim? Amanhã tenho dentista às oito."
Uma versão atenuada do tipo Egoísta é o tipo Individualista. Este sempre deixa claro, ao começar uma relação, que não sacrificará sua individualidade pelo amor, e estabelece os limites de cada parceiro. A mulher sempre é mais vaga nas suas reivindicações de independência, protegendo seus interesses separados, seus momentos de recolhimento e reflexão ou uma vida social própria, enquanto o homem é mais específico, dizendo coisas como "se tocar no meu time de botão, apanha".
O tipo Controlado dá sempre razão ao outro, cuida do que diz, suprime sua agressividade e enfrenta qualquer problema de costas, recusando-se a vê-lo. Em suma, se controla. Frase característica: "Tudo bem." Prefere a mesmice a grandes rompantes românticos e encara com naturalidade qualquer manifestação do outro. Inclusive a frigideira na cabeça. Mas tem uma coisa: no dia em que explodir, derruba a casa junto.
O tipo Doador só tem uma preocupação: fazer tudo pelo outro, inclusive sacrifícios extravagantes como tirar a comida da própria boca, o que sempre causa embaraços em restaurantes. Sua maior felicidade é ser suficientemente desprendido e acumular créditos emocionais o bastante para um dia poder dizer para o outro a grande frase, para a qual ele vive: "Depois de tudo o que eu fiz por você!" O tipo Doador é, na verdade, o tipo Chantagista disfarçado.
Luis Fernando Verissimo, in "Sexo na cabeça"
Segundo uma pesquisa recente, as pessoas se dividem em seis tipos básicos, de acordo com seu comportamento com o (e como) sexo oposto. Se você não se enquadrar em nenhuma destas categorias, procure orientação. Você pode estar no planeta errado.
O primeiro tipo é o Simbiótico. É o que, numa relação, exige e cede mais ou menos na mesma proporção. Avança e recua, morde e sopra, questiona e entende, e aceita qualquer coisa para evitar o rompimento, com a possível exceção da frigideira na cabeça. Vê o amor um pouco como um cargo público em que o principal é a estabilidade. Algo inseguro, precisa ouvir constantemente que a relação está firme, muitas vezes acordando o (a) parceiro (a) no meio da noite para perguntar isso e precipitando o desentendimento. Frase característica: "Eu peço desculpa se você pedir."
Depois tem o tipo Civilizado. É o que se preocupa em ter um comportamento esclarecido em relação ao outro, respeitando a sua iniciativa própria e o seu espaço, e só reagindo em casos como o do aparecimento de uma terceira escova de dentes no banheiro sem uma explicação convincente. O par civilizado acredita que o amor deve refletir as conquistas da modernidade, como a tolerância, o respeito mútuo e, acima de tudo, contas separadas para o caso de algum litígio terminar em frigideira na cabeça e processo.
o tipo Egoísta. Como aquele marido que telefonou para a mulher para explicar seu súbito desaparecimento, dizendo que tinha dado um desfalque na firma e fugido para a Flórida com a dona Neide da Contabilidade e que os dois estavam naquele momento no Disneyworld e prestes a entrar na Montanha Mágica, e quando a mulher começou a chorar, disse: "O que é isso, sua boba? Não tem perigo nenhum." Mas este não é um exemplo típico. Geralmente o egoísmo, no amor, se manifesta em pequenas coisas como dizer, durante o ato sexual: "Você se importa de acabar sem mim? Amanhã tenho dentista às oito."
Uma versão atenuada do tipo Egoísta é o tipo Individualista. Este sempre deixa claro, ao começar uma relação, que não sacrificará sua individualidade pelo amor, e estabelece os limites de cada parceiro. A mulher sempre é mais vaga nas suas reivindicações de independência, protegendo seus interesses separados, seus momentos de recolhimento e reflexão ou uma vida social própria, enquanto o homem é mais específico, dizendo coisas como "se tocar no meu time de botão, apanha".
O tipo Controlado dá sempre razão ao outro, cuida do que diz, suprime sua agressividade e enfrenta qualquer problema de costas, recusando-se a vê-lo. Em suma, se controla. Frase característica: "Tudo bem." Prefere a mesmice a grandes rompantes românticos e encara com naturalidade qualquer manifestação do outro. Inclusive a frigideira na cabeça. Mas tem uma coisa: no dia em que explodir, derruba a casa junto.
O tipo Doador só tem uma preocupação: fazer tudo pelo outro, inclusive sacrifícios extravagantes como tirar a comida da própria boca, o que sempre causa embaraços em restaurantes. Sua maior felicidade é ser suficientemente desprendido e acumular créditos emocionais o bastante para um dia poder dizer para o outro a grande frase, para a qual ele vive: "Depois de tudo o que eu fiz por você!" O tipo Doador é, na verdade, o tipo Chantagista disfarçado.
Luis Fernando Verissimo, in "Sexo na cabeça"
(mantenho a versão original, em português com sotaque)
4 de Setembro no Borda D´Água
9º Mês, 30 dias. Durante este mês o dia diminui: em Lisboa 1 h. 12 m.; no Porto 1 h. 14 m.
Em Setembro planta, colhe, cava e ri / que os santos e o arcanjo S. Miguel velam por ti
4- Sábado; Stª Rosa de Viterbo, V.
Feiras: S. Luís (Odemira) (2 dias)
Tabela das enchentes e vazantes das marés: Preia-mar da manhã, 6 h 19 m; da tarde, 6 h 43 m
Baixa-mar da manhã, 00 h 31 m; da tarde, 1 h 55 m.
E por aí fora, passando pelas fases da lua, pelos feriados móveis, pela influência da lua na agricultura, etc, etc.
E também Astrologia, no caso sobre as pessoas nascidas sob a constelação da Virgem.
Finalizo dizendo que Setembro é o mês das vindimas e há que estrumar as terras...continuar a semear e a plantar o que pode ser consumido antes do Inverno. Na horta, entre outros, semear acelgas, agriões, alface, alho-porro, cebola, cenoura, chicória, favas, feijão, nabos, rabanetes, repolho, salsa, tomate ... e no jardim, semear amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, e as que florescerão na Primavera. Plantar jacintos e túlipas.
Insubstituivel.
Em Setembro planta, colhe, cava e ri / que os santos e o arcanjo S. Miguel velam por ti
4- Sábado; Stª Rosa de Viterbo, V.
Feiras: S. Luís (Odemira) (2 dias)
Tabela das enchentes e vazantes das marés: Preia-mar da manhã, 6 h 19 m; da tarde, 6 h 43 m
Baixa-mar da manhã, 00 h 31 m; da tarde, 1 h 55 m.
E por aí fora, passando pelas fases da lua, pelos feriados móveis, pela influência da lua na agricultura, etc, etc.
E também Astrologia, no caso sobre as pessoas nascidas sob a constelação da Virgem.
Finalizo dizendo que Setembro é o mês das vindimas e há que estrumar as terras...continuar a semear e a plantar o que pode ser consumido antes do Inverno. Na horta, entre outros, semear acelgas, agriões, alface, alho-porro, cebola, cenoura, chicória, favas, feijão, nabos, rabanetes, repolho, salsa, tomate ... e no jardim, semear amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, e as que florescerão na Primavera. Plantar jacintos e túlipas.
Insubstituivel.
2.9.04
O Verdadeiro Almanaque
Há leituras que não se devem dispensar. A do "Borda D´Água" é uma delas. A que horas é hoje o ocaso? Amanhã há feira de Carcavelos? Se eu soubesse o que devo plantar na floreira... e o santo do meu dia de nascimento é... Para tudo o "Borda D´Água" tem resposta. Acreditem. Hoje em dia as revistas del corazon, ou cor-de-rosa, podem estar muito na moda(tem a ver com a onda... tipo pulseira protectora do primeiro... mais ridículo só o lenço vermelho na cabeça), mas eu continuo fiel, ano após ano, ao velho "reportório útil a toda a gente", mas sempre actual, ao "verdadeiro almanaque", o "Borda D´Água"! E, para que saibam, já cá canta o de 2005. Vão por mim. Experimentem.
31.8.04
Saudades do Euro
Agora que o Verão estás prestes a despedir-se assola-me uma tristeza, assalta-me uma certa nostalgia. Tenho saudades do Euro e de ver esperança nos olhos e entusiasmo nos rostos. Portugueses alegres e bem dispostos. É tão raro. É que os tempos, de caras, não estão p´ra festas. Apetece-me ouvir José Mário Branco. Porque será? Será do Outono que se anuncia?
1-0,golo de Cristiano Ronaldo no Portugal-Holanda (meia-final do Euro 2004)
29.8.04
Etimologia
A coisa ganha ainda mais forma!
Etimologia: do Lat. etymologia - Gr. etymología; s. f., parte da gramática que trata da origem e formação das palavras.
Etimologia: do Lat. etymologia - Gr. etymología; s. f., parte da gramática que trata da origem e formação das palavras.
De ITÁLIA, Trecase, Napoli:
...vamos voltar à palavra "cocci" (ou seja, plural de "coccio". Nesta noite, só para dissertar vamos à etimologia do termo. Ora bem...lá nas primeiras duas páginas do livrinho* há uma explicação do nosso amigo Mino Tridente (prof. de Psiquiatria da Faculdade de Medicina e arte e de filosofia). De facto, "coccio" era na antiguidade uma pedra partida a meio que dois camaradas, dois companheiros, um casal ou seja quem for dividia em sinal de amizade, fidelidade...e sei lá. Isto é o "coccio" do qual fala a gente.
*Nota do editor- o livrinho é o livro de poesia denominado "Cocci", de Francesco Giugliano, e as duas páginas são a Presentazione, da qual cito: ..."e così, ancora, fenomenologicamente, la parola "coccio" si è fatta avanti (...) combinandosi, nell´imediatezza delle libere associazoni, con l´etimo di quel symbolon, (coccio do pietra), che per gli antichi greci diveniva il segnale di ricongiungimento e riunificazione fra coloro che possedevano i due frammenti spartiti all´atto di una separazione"...
...vamos voltar à palavra "cocci" (ou seja, plural de "coccio". Nesta noite, só para dissertar vamos à etimologia do termo. Ora bem...lá nas primeiras duas páginas do livrinho* há uma explicação do nosso amigo Mino Tridente (prof. de Psiquiatria da Faculdade de Medicina e arte e de filosofia). De facto, "coccio" era na antiguidade uma pedra partida a meio que dois camaradas, dois companheiros, um casal ou seja quem for dividia em sinal de amizade, fidelidade...e sei lá. Isto é o "coccio" do qual fala a gente.
*Nota do editor- o livrinho é o livro de poesia denominado "Cocci", de Francesco Giugliano, e as duas páginas são a Presentazione, da qual cito: ..."e così, ancora, fenomenologicamente, la parola "coccio" si è fatta avanti (...) combinandosi, nell´imediatezza delle libere associazoni, con l´etimo di quel symbolon, (coccio do pietra), che per gli antichi greci diveniva il segnale di ricongiungimento e riunificazione fra coloro che possedevano i due frammenti spartiti all´atto di una separazione"...
SPORTING, 3 - Gil Vicente, 2
O Sporting Clube de Portugal começou o campeonato com uma vitória. O resultado é enganador pois não demonstra o claro domínio leonino durante todo o jogo. Mas os 3 pontos são o que fica para a história e para a estatística. Em complemento do post anterior sobre o SCP, vejo-me obrigado a corrigir. Afinal não são apenas 3 mas 4 os atletas do Sporting medalhados nas Olimpíadas. Para além de Rui Silva, Francis Obikwelu e Yuriy Bilonog, também Ionela Tirlea-Manolache, da Roménia, obteve a medalha de prata nos 400 m barreiras. É invulgar um clube, e português, ter assim um conjunto de atletas de nível mundial. O que é um motivo de grande orgulho. Para todos.
28.8.04
O leão anda à solta na rua
Os outros que me perdoem mas o Sporting é fundamental. Hoje, mais à noite, renovamos a esperança para a época de 2004/2005. Uma equipa e uns adeptos fantásticos. Nos Jogos Olímpicos de Atenas já mostrámos as garras: Rui Silva, medalha de bronze nos 1500 metros e Francis Obikwelu, medalha de prata nos 100 metros com recorde nacional por duas vezes. Estes por Portugal. E Yuriy Bilonog, da Ucrania, medalha de ouro no lançamento do peso.
"esforço, dedicação, devoção e glória"
27.8.04
Equação:
a alegria está no balançar do corpo
como a tristeza fica nos olhares;
o sol bate nas estradas
como o cansaço nas pernas;
elegância e carinhos
estão nas gerações das latas
caídas pelos morros...
...e as garotas de Ipanema
continuam a chorar
pelo ventre.
É por isso
que nem sempre gosto de matemática.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 8 de Dezembro de 2003
como a tristeza fica nos olhares;
o sol bate nas estradas
como o cansaço nas pernas;
elegância e carinhos
estão nas gerações das latas
caídas pelos morros...
...e as garotas de Ipanema
continuam a chorar
pelo ventre.
É por isso
que nem sempre gosto de matemática.
Francesco Giugliano
Rio de Janeiro, 8 de Dezembro de 2003
A coisa ganha forma
De ITÁLIA, Trecase, Napoli:
Coccio singular - Cocci plural, dicionário de Carlo Parlagrego - o qual mais que um dicionário luso-italiano é brasileiro-italiano: aí, de facto vi que a versão da palavra "coccio"é "caco". Enfim, "un coccio" é algo de uma pedra ou de barro ou de vidro etc. que se parte em fragmentos, em pedaços...etc.
Do BRASIL, Brasília, DF:
Cocci é uma moderníssima confecção de roupas brasileira. Também não sei o que quer dizer, mas relaciono com algo que está na vanguarda.
Coccio singular - Cocci plural, dicionário de Carlo Parlagrego - o qual mais que um dicionário luso-italiano é brasileiro-italiano: aí, de facto vi que a versão da palavra "
Do BRASIL, Brasília, DF:
Cocci é uma moderníssima confecção de roupas brasileira. Também não sei o que quer dizer, mas relaciono com algo que está na vanguarda.
25.8.04
Natural o amor - o livro
O CHÃO É CAMA
O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a húmida trama.
E para repousar do amor, vamos à cama.
De "O amor natural"
Carlos Drummond de Andrade
(Editora Record, Rio de Janeiro-São Paulo)
24.8.04
Ele por Elas - o disco
1-Yolanda/Simone; 2-O meu amor/Elba Ramalho; 3-Folhetim/Gal Costa; 4-Terezinha/Maria Bethania; 5-A banda/Nara Leão; 6-Morro Dois Irmãos/Adriana Calcanhotto; 7-Morena de Angola/Rita Ribeiro; 8-Sob medida/Fafá de Belém; 9-Pedaço de mim/Zizi Possi; 10-Atrás da porta/Elis Regina; 11-Beatriz/Ana Carolina; 12-Eu te amo/Joanna; 13-Samba e amor/Bebel Gilberto; 14-Basta um dia/Helen Calaça
I cocci
12 minutos e 40 segundos durou a nossa conversa ao telefone, com um fuso horário de diferença. Tentei, com a minha lógica intuitiva reduzir a palavra a um só, e simples, significado. Fragmentos? Estilhaços? Lascas? Ele falava-me sobre coisas pequenas, sem valor, mas que brilham quando o sol nelas reflecte, na areia da praia... e eu - seixos? Do outro lado a hesitação mas também o assentimento à medida que eu ia dando múltiplas traduções. E ele dizia-me que podia ser tudo. Admiro a sua liberdade, sobretudo poética. Afinal, COCCI é tudo o que a nossa imaginação pode fazer brilhar, como o sol nos cocci das nossas vidas. Tudo é mais do que aquilo que aparenta. Como a dedicatória, em 4 de Dezembro de 2003, num livro de poesia:
-Não há palavra
para explicar o que é
"amizade"
-Não há palavra
para explicar o que é
"amizade"













